quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Enigma do Colar capítulo 3 - Isabella Sherlock Homes parte 1

Cap. 3 Sherlock Isabella Holmes - parte 1
PDV Bella
Londres
Ainda na redação, antes de começar os preparativos para a investigação resolvi agradecer a ‘forcinha’ que Mike me deu com o chefe.
- Mike, muito obrigada pela indicação, não sei nem como agradecer.
- Não precisa agradecer, percebi que ultimamente você anda um pouco tristinha e resolvi te ajudar. Já que foi seu aniversário, isso fica como um presente.
- Poxa obrigada, se tudo der certo, no final eu te pago um chocolate quente com bastante creme! Pode ser? 
- Claro. – Mike deu aquele sorriso sem mostrar os dentes só para ser educado.
Não importa se ele quer o chocolate ou não, eu sei que eu vou querer quando eu estiver com essa matéria publicada. Ah! Eu sempre vou querer um chocolate quente com creme.
Bem, vamos ver por onde começo.
Bella checou os emails e arrumou sua mesa, ela é uma pessoa muito organizada.
Isso já vale um ponto pra mim, não é?
Descobriu em seus arquivos que certa vez anos atrás alguns museus particulares estavam expondo peças de origem ilegal, desviadas ou até mesmo roubadas.
- EBA! - Opa! Acho que gritei isso, deve ser por isso que ta todo mundo me olhando.
- Desculpe pessoal. - Cadê o buraco para eu enfiar minha cabeça?
-*-
A caminho do Museu Flowerpot Bella imaginava as perguntas que faria ao administrador do local.
- Bom dia, gostaria de ser recebida pelo Administrador, isso é possível?
- Quem deseja? – Disse a Recepcionista.
- Swan, Isabella Swan, do Daily Mail.
- Um momento.
Tomara que esse homem me atenda.
Alguns minutos depois...
- Srta. Swan pode entrar.
- Obrigada!
O escritório do homem tinha uma arquitetura moderna, daquelas que dizem: eu custei caro. Era de muito bom gosto, daqueles tipos clean que todo mundo tem vontade de ter.Pelo menos eu tenho vontade de ter.
- Bom dia Srta. Sawn sou Edgar Wang em que posso te ajudar?- disse me estendendo a mão direita em cumprimento.
- Bom dia. - Retornei o cumprimento. – Bem Sr. Edgar preciso de uma informação e ficaria muito feliz se o Sr não me negasse. – Dei uma pausa para fazer um suspense sobre o que diria a seguir.
- Preciso do mapeamento de compra de suas últimas aquisições.
- Qual o propósito disso?
- Estou em uma reportagem e desejamos publicar qual a principal fonte de obras de arte dos museus de Londres. - Quem disse que isso também não pode fazer parte da reportagem, eu que não ia entregar o ouro assim.
- Desculpe Srta, mas isso é um pouco inusitado, não?
- Sugestão dos leitores. Surge cada uma que o Sr. mal pode imaginar. Contudo achamos que essa procede já que possuímos muitos museus.
 - Nesse caso tudo bem, só um momento.
- Sr. Edgar será que poderia me identificar alguns dos seus principais fornecedores. Gostaria de entrevistar alguns também.
- Vou ver o que é possível. Aguarde aqui que eu já retorno. - Ele disse isso e sumiu através de uma porta na lateral esquerda da sala. Devia levar a outras salas, mais confidenciais e com objetos de valor ainda não expostos. Isso é comum nos museus, salas que nem todos os funcionários têm acesso.
Enquanto isso fiquei pensando quais seriam meus próximos passos. A tarde visitaria outro museu e tentaria mais informações.
Mais alguns minutos depois...
- Aqui está. – Nem tinha notado que o Sr. Edgar havia voltado.
- Muito obrigada! Podemos citar sua instituição na matéria?
- É claro, isso é uma ótima publicidade para nós.
- Até mais. – Me despedi e fui direto para meu apartamento, já estava na hora do almoço e como eu estava em uma investigação livre não era obrigada a ficar o tempo todo na redação.
Aqui em meu apartamento posso analisar esses documentos melhor e ter novas idéias.
Bella preparou seu almoço enquanto analisava os papéis que recolheu no museu. A origem dos objetos era diversa, mas identificou que a maioria das obras vinha da própria Europa.
O documento identificou que o museu tinha seus próprios “interceptores” digamos assim, pessoas que compravam as obras para lá. Havia também o endereço de um escritório que também intermediava as negociações entre os compradores, no caso museus e vendedores (lojas de antiguidades, colecionadores, bandidos? Mercado negro? É isso que vou descobrir)
Eu vou nesse escritório.
Viu uma coisa que lhe chamou a atenção, um nome que se repetia como intermediador, A. Brandon. Pegou seu bloco de notas e escreveu:
Lembrar de investigar A. Brandon.
Bella ligou seu computador e digitou na página de pesquisa A. Brandon e para seu espanto nada de atual, só encontrou um velho historiador alemão do século XVIII.
Bem, quem sabe eu não descubro mais sobre ele no tal escritório. Só indo lá para saber. Antes vou a mais um museu e vejo se também trabalham com esse escritório.
Bella foi a mais dois museus durante a tarde e conseguiu as listas dos fornecedores e em ambas o escritório e A. Brandon estavam presentes.
Descobriu o endereço do escritório e foi até lá. Um prédio com uma arquitetura linda, muito grande e imponente, ficava na área central de Londres próximo a bancos e lojas comerciais. Entrou no prédio e foi direto ao décimo quinto andar, este e os outros três de cima eram do escritório.
Na recepção uma jovem de cabelos ruivos e bem clarinha lhe sorriu. Bella leu na plaquinha presa ao uniforme: Victória.
- Bom dia em que posso ajudar?
- Bom dia Victória, meu nome é Isabella Swan gostaria de algumas informações.
- Sobre?
- Bem eu trabalho em um jornal, o Daily Mail e nós gostaríamos de invest..., quero dizer saber qual a origem das obras expostas nos nossos museus. Queremos saber quais países mais nos beneficiam.
- Para isso tem que ter hora marcada.
- Infelizmente não tenho, você não consegue uma pra mim?
- Acho que não. - Poxa ruivinha facilita pro meu lado.- Pelo menos tente me encaixar na agenda de quem é o responsável pelas negociações.
- Vou ver o que posso fazer.
- Swan! Quanto tempo! – quem ta me chamando?
Bella olhou e viu um moreno alto e corpulento ao seu lado, quase não reconheceu seu antigo vizinho de Oxford.
- Black! Muito tempo mesmo, quase não te reconheci. O que faz aqui?
- Eu trabalho aqui. Sou do setor comercial. E você o que faz aqui?
- Eu sou repórter e estou fazendo uma matéria. Gostaria de umas informações, porém não tenho hora marcada. - fiz uma cara de “cachorro que caiu da mudança”.
- Ah, mas não se preocupe eu estou com tempo livre e quem sabe eu posso te ajudar. Para uma bela amiga como você Bella, eu sempre tenho tempo livre. – Odeio esse trocadilho. (bela Bella)
- Minha sala é por aqui, por favor. – me indicou o caminho – Victória a Srta. Swan vai me acompanhar anote meus recados enquanto estou com ela.
Na sala...
- Bella o que exatamente deseja?
- Desejo saber quais os principais países que abastecem Londres de obras de artes.
- Mas isso é muito fácil: Os países da União Européia, Egito e Índia.
- Bem eu quero saber como elas saem de onde estão e vem pra cá?
- Bella eu te respondo, mas primeiro porque você não responde a uma pergunta minha?
- Se eu puder.
- Porque você não vem jantar comigo amanhã e eu respondo todas as perguntas que quiser.
- Eu tenho escolha?
- Você sempre tem uma escolha.
- Eu aceito. Mas antes preciso saber uma última coisa. Você conhece A. Brandon?
- Sim, fazemos muitos negócios com ele, contudo nunca estive pessoalmente com ele. Muitas das grandes obras que mediamos a compra foi ele quem nos encaminhou. Por quê?
- Por nada. Obrigada Jacob, foi um prazer rever você. Meu endereço está aqui no cartão espero você passar para me pegar às 20h, ok? – Coloquei o cartão na mesa.
- Ok. O prazer foi todo meu Bella. – Ele me deu um beijo no rosto e um sorriso malicioso surgiu em seus lábios. Não gosto desse tipinho de homem, que acha que só porque tem um jantar, vai ter a garota também. Aguenta firme Bella ele vai te ajudar nas pesquisas e também não é de se jogar fora.
- Até mais!
-*-
A noite toda Bella fez pesquisas, entrou nos sites dos museus e analisou os documentos que tinha. Uma das infinitas vantagens da internet era poder visitar as exposições online. Ela comparou reportagens antigas e novas, e descobriu que muitas obras desaparecidas reapareciam anos depois e eram expostas com muito orgulho pelas galerias e museus. Aparentemente não achou nenhum relato de roubo que apontassem para obras presentes nos museus que visitou. Também só se eles fossem muito burros, pensou.
Bella adormeceu, mas não se esqueceu daquele nome - A. Brandon. Com certeza esse deveria ser a chave da história.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Enigma do Colar capítulo 2

Cap. 2 – Quem acredita em lendas?
Na área nobre de Londres ficava o luxuoso apartamento de Edward Cullen. Edward era empresário, tinha uma famosa indústria de calçados. Ele não nasceu rico. Seus pais não eram pobres, mas também não eram ricos, digamos que eram classe média. Seu pai era sapateiro, consertava calçados e aprendeu esse ofício com o pai dele, o avô de Edward. Com a ajuda da esposa Esme o Sr. Carlisle criou uma pequena fábrica de calçados que o filho Edward expandiu com muito talento. Por isso Edward dava muito valor ao que conquistou, pois sabia que o esforço dos pais não fora em vão.
Ele e os dois irmãos, Alice e Emmett foram à faculdade e prosperaram os negócios da família. Edward se formou em administração, queria comandar a empresa do pai. Alice fez jornalismo e Emmett tornou-se engenheiro. Esses dois mesmo não sendo ligados diretamente à empresa de calçados contribuíram muito para seu crescimento e consolidação da marca no mercado nacional e internacional, já que os calçados Cullen eram vendidos em toda a União Européia, Estados Unidos, Índia, Egito e Brasil.
Apesar de gostar muito de seu trabalho Edward sempre desejou ter uma profissão relacionada às Artes ou História, pensava consigo que seria um bom historiador, ou um arqueólogo, quem sabe!? Como escolheu sua profissão mais por um dever do que por um sonho, sempre que podia ele comprava obras de arte. Gostava de colecionar as mais diversas, desde objetos pequenos a grandes quadros. Seu pai e seu irmão Emmett achavam aquilo uma frescura, como diria o Emmett: cara isso não é coisa de homem. Alice achava o máximo todos aquelesobjetos e sempre que podia escrevia alguma matéria sobre uma nova aquisição do irmão. Além de hobby, a coleção era um grande chamariz para mulheres, elas viviam pedindo a Edward para que lhes mostrasse sua coleção. Ele aproveitava para conquistar as mulheres assim, lhes contava um pouco sobre as histórias dos objetos e pronto, elas achavam o máximo e logo se derretiam para cima dele.
Em questão de relacionamento ele até que era reservado, sempre estava saindo com alguém, mas nunca namorando; achava que compromisso sério seria um atraso para sua vida. E, além disso, para que amor? Até hoje, aos 29 anos viveu sem, acho que posso passar mais um tempo sem ele, pensava.  Às vezes cogitava se realmente existia o amor romântico, aquele dito pelos casais apaixonados. Ele não era insensível, sabia o que era amor, amava seus pais e seus irmãos, mas amar uma mulher isso nunca aconteceu. Pensava que elas se interessavam apenas por seu dinheiro. Há alguns meses decidiu levar a sério uma garota com quem saía há um tempo; Tânia Denali era filha de um parceiro da empresa, também da alta sociedade londrina.
Tânia era uma garota bonita, magra – não como as modelos – tinha o corpo bem modelado, alta e loira. Boas características físicas não? Que homem não quer um mulherão à tira colo. Mas a coitada não podia falar muito, não tinha conteúdo, era rasa igual um prato. Mergulhar numa conversa com ela era algo um pouquinho difícil. Porém Edward não estava se importando, decidiu que a pediria em noivado já que isso também seria bom para os negócios. Ele pensava que não precisaria conversar muito com ela, desde que ela fizesse bem seu “dever” de esposa estaria tudo bem. Ah! Isso ele sabia que ela daria conta do recado. Tânia ficou muito feliz com o pedido, contou a novidade para todos, colocou até nos jornais. O Sr. Carlisle e Esme ficaram muito felizes e Emmett disse: você sabe o que faz. E Alice? Ah! A Alice. Ela quase quebrou a casa.
-Edward essa é a maior besteira que você irá fazer na vida! - Alice disse um pouco descontrolada.
- Eu sei o que faço, não sou mais um garotinho. E você sabe que não gosto que se metam em minha vida até mesmo você.
- Ok Sr. “Sei o que faço”, só não vale chorar quando eu disser: eu te avisei.
Depois de 2 meses de noivado Edward descobriu o que sempre supôs das mulheres,  pelo menos uma confirmou sua teoria. A firma do pai de Tânia estava falindo e ela só se aproximou dele por dinheiro. Ele ficou furioso com a traição, não por que a amava, mas por que não gostava de não ter o controle da situação. Tânia seria para ele mais uma afirmação social, afinal ele já estava perto dos 30 e um homem com sua reputação precisa construir uma família. Certa vez lera uma pesquisa que dissera que homens de negócios solteiros não eram muito bem vistos por seus funcionários, assim ele sabia que ter uma esposa também era importante para sua imagem profissional. Além disso, ela era boa companheira entre quatro paredes. Até chegou a pensar que sentia algo mais intenso por ela, paixão, amor? Não sabia definir, talvez por nunca ter sentido isso antes. Depois de muito pensar concluiu que era apenas desejo, misturado com não sabia o que mais. Afirmou para si mesmo que mais nenhuma mulher atravessaria seu caminho para atrapalhar sua vida. Os negócios com os Denali foram desfeitos na mesma semana. Tânia não era má pessoa, só ajudou o pai porque viu que era realmente necessário, no fundo até gostava de Edward. Tentou lhe explicar isso quando ele descobriu da falência do pai, mas ele ficou cego e não enxergou que a moça estava sendo sincera.
Desse episódio em diante ele se tornou um mulherengo saía com várias, mas nunca as assumia publicamente. Tânia vez ou outra o procurava com a intenção de reatarem, mas ele permanecia intransigente, nem queria olhar na cara dela.
_*_

Índia- Alguns meses atrás.
Parado em frente à pequena porta que dava entrada para a loja de antiguidades Edward se perguntava se o objeto que procurava estaria lá.
Ao entrar se deparou com um lugar apertado e cheio de antiguidades, algumas podia dizer que tinham valor monetário, outras nem tanto assim. Não se importou com as condições físicas do lugar. Já havia entrado em lugares bem piores. Observou atento um Sr. Indu, caminhar em sua direção. Com o cumprimento local o Sr. o saudou.
- Bom dia! Sr. Preciso achar um colar com um pingente de coração de safira da Dinastia Iundy. Fui informado que o Sr. poderia me dizer onde posso o encontrar. – Disse em troca ao cumprimento.
- Mas qual o motivo de sua procura?
- Sou colecionador e esta seria a peça mais importante de minha coleção. Aguardo pelo momento de encontrá-la há anos.
Sr.?
- Anthony Brandon! – Às vezes ele usava esse nome quando não queria se identificar “oficialmente”.
- Bem Sr. Brandon, eu tenho aqui um colar da Dinastia Iundy, contudo não sei se é o que o Sr. procura. Recebi ele de um interceptador que o comprou de um caçador de tesouros que o achou em um antigo templo ao Norte daqui, cerca de uns 200km.
- Por favor, deixe me vê-lo! Segundo minhas investigações, pode ser este mesmo.
- Só um instante. – Edward tremeu ante a expectativa de estar tão perto do colar.
- Está aqui. – disse o velho Indu.  

Edward congelou diante daquela maravilhosa pedra azul incrustada com lindos diamantes em formato de coração. Era exatamente o que procurava. Ele ficou muito feliz. E disse:
Sr. vou levá-lo imediatamente, quanto deseja por ele? Quer receber como? Em libra, dólar ou moeda local?
- Um momento rapaz. Para comprar este colar o comprador deve saber uma coisa.
- Diga então!
- Este colar é muito antigo e ele foi feito única e exclusivamente por uma razão. Há muito tempo atrás o amor estava sendo extinto da Terra, e uma jovem Rainha muito triste com o rumo de tristeza e violência que o mundo tomava, teve uma decisão que demonstrava seu esforço em manter o amor no mundo.
- E qual foi essa decisão? – Edward pareceu um pouco impaciente até mesmo para seus ouvidos, não queria apressar o velho, pois sabia que com o povo Indu as negociações eram diferentes. Eles confiavam nas lendas e ele aprendera respeitar isso.
- Ela mandou fazer um colar, pediu isso a um exímio joalheiro local e assim o descreveu:
- Joalheiro faça um belo colar, com uma linda corrente de ouro, seu pingente será o mais belo já visto, coloque no pingente uma linda safira e a incruste com diamantes e que tanto a safira quanto os diamantes sejam em formato de coração. – Disse a rainha. – Ah, digo mais: se um dia você Sr. joalheiro conheceu o amor, coloque todo o que tiver dentro do seu coração nessa criação.
- Não é que a peça foi a mais bela feita naquela época!? Com o colar em mãos a rainha o levou até uma feiticeira e disse: quero que coloque um pouco de amor dentro desse coração, porque enquanto este colar existir sobre a Terra o amor não será esquecido. Mesmo com violência e tristeza ele existirá no coração de pelo menos uma pessoa; aquela que o possuir. – Ele concluiu sorridente.
- Sr. Brandon, para levar esse colar o Sr. precisa verdadeiramente acreditar no amor, se não sua aquisição não será possível e se o fizer assim mesmo, o amor que existe no colar irá se esvair de dentro  dele.
- Eu creio no amor. – Não estava mentindo, cria no amor entre pais, filhos irmãos e tal, mas para salvar o mundo como queria a rainha aí já é demais. Enfim, cada um no seu quadrado. 
- Então pode levar.
Fecharam negócio e Edward voltou radiante para Londres.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Enigma do colar- Capítulo 1

Capítulo 1- Aniversário!


Prá rua me levar

Não vou viver como alguém que só espera um novo amor.
Há outras coisas no caminho onde eu vou.
Às vezes ando só trocando passos com a solidão.
Momentos que são meus e que não abro mão.
Já sei olhar o rio por onde a vida passa.
Sem me precipitar e nem perder a hora.
Escuto no silêncio o que há em mim e basta.
Outro tempo começou para mim agora.

Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se ascender.
A lua vai banhar esse lugar eu vou lembrar você.
É, mais tenho mais tenho ainda muita coisa pra arrumar.
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri.
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar.
Coisas minhas talvez você nem queira ouvir.

Ana Carolina


Londres – dias atuais


Ela estava decidida, era seu aniversário de 24 anos e não pensaria mais, mudaria sua vida. Bella sempre sofrera desde a adolescência por ser insegura e aos 24 percebera que não havia realizado grandes feitos em sua vida. Depois da faculdade arranjou um emprego e lá está até hoje. Foi então que a partir daquele dia decidiu que o mundo conheceria uma nova Isabella. Há algumas semanas Bella lerá um livro muito interessante e de lá tirou um pensamento que se tornou seu mantra: “Minha mente é meu porto seguro e nenhum navio mal tripulado de pensamentos omissos, depressivos e detestáveis adentrará nele.”

E assim Bella levantou de sua cama naquele domingo ensolarado de primavera. Tomou seu banho e se vestiu - um vestido simples - mas com estilo. Afinal não é todo dia que se faz 24 anos. Passou uma maquiagem leve e calçou suas sandálias novas.  Seu apartamento era pequeno, porém confortável, o havia recebido como herança de seu avô paterno, falecido há alguns meses. Bella era muito ligada ao avô John, logo após sua morte sentiu muito sua falta, contudo lembrava-se sempre dele como um grande homem. Foi até a cozinha e preparou seu café: chocolate e torradas. Ela ama chocolate. Depois caminhou até a sala e se sentou no sofá a fim de assistir ao noticiário na TV. Não estava com muita disposição para isso, mas como tinha que fazer hora para encontrar com os pais pensou ser uma boa idéia. Assim, assistiu impassiva às notícias. Viu uma matéria que dizia que o jovem milionário Cullen havia adquirido em um leilão mais um Picasso para sua coleção. “Nossa como esse povo da TV é puxa saco! Ficam fazendo essas matérias só para ganhar algo em troca desses ricos. Esse aí então deve ser maior filhinho de papai.” Pensou.

Às 10hs apanhou sua bolsa e um casaco, afinal o tempo poderia mudar sem avisar. Foi em direção à estação de trem, porque para ir ao almoço que seus pais iriam lhe oferecer deveria pegar um trem já que eles moravam na cidade de Oxford a 2 horas da casa de Bella. Bella foi pontual, chegou no horário marcado.

- Bella querida, quem bom que você chegou estávamos ansiosos! – Mamãe como sempre exagerada.

- Bells que saudades minha filha, parabéns! – Charlie, mais contido.

- Obrigada pessoal, também estava com saudades.

- Minha filha vamos lá para fora, arrumamos a mesa do almoço no jardim, já que hoje está um dia ensolarado e isso é raro por aqui.

Bella caminhou para o jardim de sua antiga e saudosa casa e qual não foi sua surpresa ao ver seus tios Sue e Erick e sua prima Rosalie esperando por ela com umas caras de quem acabaram de ganhar um doce. A surpresa foi muito agradável para Bella, pois desde o enterro do avô que não os via. A Família Hale morava próximo a casa de seus pais e Bella desde cedo conviveu com sua prima Rose que é um pouco mais velha do que ela. Elas sempre foram grandes amigas. Contudo, após o término da faculdade Bella teve de se mudar e o contato entre as duas diminuiu um pouco.

- Bella! Feliz aniversário! Aqui está seu presente! – tia Sue como sempre muito feliz.

- Obrigada tia Sue! É um colar belíssimo.

- Bella, eu fiquei muito feliz com o convite da tia Renée para seu almoço de aniversário! Ah! Fui eu quem comprou seu colar. – Rosalie estava muito bonita.

 - Poxa Rose que saudades, tem um bom tempo que não nos vemos. Obrigada pelo colar, foi uma bela escolha. Me conte as novidades.

- Antes da fofoca começar, também quero dar meu abraço de aniversário. - tio Erick disse assim que percebeu que o tricô iria começar.

O almoço passou tão rápido que Bella nem percebeu que a hora de partir havia chegado. Ela agradeceu o belo colar dourado com pingente azul, que recebeu dos tios e prima. “Combinou perfeitamente comigo.” Pensou. Se não soube que os tios não tinham dinheiro para comprar um colar verdadeiro poderia jurar que aquele colar não era uma bijuteria e sim uma jóia legítima.

Rose prometeu-lhe uma visita em breve já que acabara de se mudar para mesma cidade de Bella. Seus pais se despediram já saudosos e pedindo o breve retorno da filha.

No caminho de volta para casa, enquanto admirava seu belo colar, se sentia mais leve e feliz. Bella confirmou para si mesma o pensamento que teve naquela manhã. Sua mente é seu porto seguro e não iria mais receber nenhum navio amaldiçoado. Ou seja, todo e qualquer pensamento ruim, negativo e deprimente como os últimos que havia tendo, não seriam bem recebidos em sua mente e a partir daquele dia ela seria uma nova mulher. 

Chegando em casa, checou suas mensagens, apenas alguns amigos do trabalho lhe desejando feliz aniversário. Pelo menos não é só minha família que sabe que eu existo, pensou. “Epa! Pensamento Náufrago chegando de mansinho, pode sair, meu porto está lotado de iates bonitos e cheios de esperança e amor. Saí fora!



Amanhã agradeço a todos pessoalmente.”



Colocou seu pijama e não se desfez do colar.  Dormiu como a muito não fazia, leve, feliz e reconfortada pela certa ter tido um ótimo aniversário 


-*- 

Na manhã seguinte Bella levantou cedo, tinha que estar as 7h na redação do Daily Mail, as segundas deve chegar mais cedo pois a equipe faz a reunião de distribuição das principais pautas da semana. Durante a faculdade Bella havia escolhido tal especialização por admirar muito os grandes jornalistas do ramo e sentir que tinha faro para descobrir coisas ilícitas. Contudo, nos últimos meses não tem logrado êxito em suas investigações. Semana passada investigou a adulteração na produção de leite, mas a única coisa que conseguiu foi provar que a vacas eram muito bem tratadas. A “suposta” soda cáustica na formulação desceu pelo ralo, literalmente. Assim, ultimamente ela se sentia cada vez mais deprimida e pensando que sua carreira estava indo por água abaixo, logo - como o editor havia prometido - teria que ser movida para a seção de obituários e isso sim é deprimente!

Mas quando o editor disse que a pauta sobre o suposto contrabando de obras de arte seria de Mike Newton ela quase chorou, estava de olho nessa reportagem. Imediatamente pensou que teria que ir investigar porque as velhinhas do bairro estavam deixando de frequentar a pracinha local. “Aff! Que Droga!”

- Mike, você está capacitado para essa pauta mais do que ninguém! - disse o editor.

- Sr. Thomas eu fico muito agradecido pelo reconhecimento, mas eu ainda estou trabalhando no caso dos postos de combustíveis. Se o senhor permitir, indicaria a Srta. Swan para me substituir.

- Swan, você aceita? - Ela ouviu a voz do editor, mas pensou que era sua mente lhe pregando uma peça.

- SWAN!

- Ah! Sim! Sr. Thomas muito obrigada pela confiança depositada, o senhor não irá se arrepender. – Ela ficou tão assustada quando percebeu ser real aquela voz em sua mente, que até se atrapalhou com as palavras.

- Isabella não pense que estou confiando em você, só estou te dando a matéria porque não tenho outra pessoa.

- Sr. eu sei que nos últimos meses não tenho obtido progresso em minhas investigações, mas me dedicarei tão intensamente a esta, que farei a melhor reportagem investigativa que este jornal já viu. – “Eba! Nem acredito, consegui me defender! É isso aí garota!”

Bella ainda ouviu murmúrios de deboche vindos dos outros integrantes da reunião, mas não se deixou afetar.

As coisas pareciam perfeitas, a nova Bella estava exultante dentro de sua mente. Mas o chão pareceu tremer sob seus pés quando o Sr. Thomas anunciou aquela notícia que ninguém esperava receber. Ele estava sendo transferido para outra unidade do jornal e um integrante da equipe seria promovido. Contudo, o anúncio do felizardo a ocupar a tão sonhada vaga do Sr. Thomas não seria feito naquele momento. “Poxa vida que droga! Odeio esse suspense, isso só deixa a gente nervoso! Pensou Bella.

Além disso, no final do mês eles receberiam um novo chefe, pois o jornal havia sido vendido para uma editora que possui diversos meios de comunicação. A nova chefia tomaria posse dali a alguns dias e Bella pensou que teria que se empenhar muito para agradar, e quem sabe conseguiria o cargo de Editora chefe.

Para a nova e destemida Bella, esse seria o primeiro grande desafio.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Enigma do Colar

Prólogo

Rotina! Talvez essa fosse a palavra ideal para definir a vida de Bella, sua vida era uma monotonia, ia de casa para escola e da escola para casa. Sua única amiga era sua prima Rosalie. Elas sempre brincavam que eram princesas e moravam em um castelo encantado, mas a adolescência chegou e nenhum príncipe apareceu. Os anos se passaram e logo no ensino médio Bella percebeu que a velha história também se repetia com ela; meninas inteligentes não eram notadas pelos garotos. Apenas as populares conseguiam esse feito e sua prima era popular. Sempre fora muito bonita, quase uma deusa da beleza e Bella era uma simples mortal.
Os amigos de Rose até que a cumprimentavam, às vezes até conversavam com ela. Mas ela não ligava muito pra eles. Rose era ambiciosa, queria ser a dançarina principal do grupo de dança da escola e não media esforços para conseguir isso. Bella vendo que sua presença talvez atrapalhasse os planos da prima resolveu dar um pouco de espaço para ela. Logo Rose se juntou a Jéssica outra garota da escola, e formaram uma dupla e tanto. Rose não deixou a amizade com a prima, ia a sua casa todos os dias, pois havia percebido a atitude de Bella. Nenhuma das duas queria verbalizar a situação e assim mantinham uma aura velada de desconhecimento da realidade:
BELLA A NERD E DESAJEITADA ADOLESCENTE NÃO ERA BOA COMPANHIA PARA QUEM QUER SER POPULAR E SER A PRIMEIRA “BAILARINA”. Rose não acreditava nisso, mas tinha certeza que a prima confiava piamente. Por isso não resolveu ir contra sua decisão, ainda assim a amava muito, sabia que aquilo tudo era porque Bella queria que Rose realizasse seu desejo.
Nesse tempo Bella ficou muito amiga de Ângela Weber, elas até foram juntas para a faculdade. Lá Bella se tornou uma estudante muito dedicada, conquistava ótimas notas, mas sempre estava em dúvida se isso era o bastante. Participou do jornal da universidade, escreveu notícias que receberam boas críticas. Contudo, ela andava um pouco infeliz, não sabia exatamente o que a entristecia, só achava que sua vida deveria mudar.
Além disso, tornara-se uma mulher muito atraente. Começou a namorar uma rapaz que fazia medicina, mas o namoro ficou difícil. O moço se dividia entre os estudos e plantões e o tempo para Bella ficou curto. Depois disso vieram outros, mas nada firme.
Depois que saiu da Faculdade foi morar com o Avô John em Londres, eles eram muito unidos. E Bella ficou mais feliz quando finalmente, mesmo com um currículo rebuscado conseguiu um emprego. Hoje em dia não está fácil dizia o avô.
- Minha querida, não fique triste logo logo eles verão seu potencial e você terá ótimas pautas. - Disse o avô quando ela foi incumbida de rastrear o que a prefeitura fazia ilegalmente com lixo.
- Não se preocupe vovô é uma ótima pauta, com certeza os ambientalistas me darão um prêmio por isso. – Que inocente que eu sou. Haha!
Realmente ganhou um prêmio, mas não dos ambientalistas e sim dos lixeiros. Acidentalmente caiu sobre um monte de lixo que foi “esquecido” no jardim de seu prédio. O fato não passou despercebido ao pessoal do jornal que por muito tempo implicaram com ela chamando-a de a Sra. Cascão. Ela rosnava e fazia careta para eles que riam mais ainda. Depois de um tempo esqueceram o assunto.
Atualmente as investigações de Bella não estavam dando muitos resultados e isso estava cada dia a deixando mais triste. Não tinha namorado e agora os poucos amigos que lhe restavam estavam muito ocupados cuidando de seus próprios interesses, para completar Rosalie ainda morava em Oxford, sua cidade natal. Lembrou-se que seu aniversário seria daqui há alguns dias e tomou uma decisão para acabar com a tristeza.

sábado, 9 de abril de 2011

Brincando com Fogo

Oi Pessoal, essas são duas montagens que fiz para uma fic que gosto muito, se chama Brincando com Fogo da Silvia Sacra.
Quem quiser ler é só clicar no link e deixar um comentário para Silvia depois de ler já que os autores de fic são movidos a comentários.